Irmão de salva-vidas morto no Wet’n Wild relata falhas de segurança
O irmão do salva-vidas Guilherme da Guerra Domingos, de 24 anos, que morreu após ser sugado por um ralo da atração Water Bomb, no parque aquático Wet’n Wild, em Itupeva, no dia 13 deste mês, prestou depoimento na tarde desta segunda-feira (19) na Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
Às autoridades, ele relatou as informações que chegaram à família após o acidente e apontou possíveis falhas nos sistemas de segurança do parque.
Segundo o advogado da família, José da Guerra, o irmão da vítima foi ouvido para esclarecer as circunstâncias da morte de Guilherme e relatar conteúdos recebidos nos dias seguintes ao ocorrido. De acordo com a defesa, a família passou a ser procurada por visitantes e por outros colaboradores do parque, que teriam apontado problemas relacionados à manutenção, à operação da atração e aos sistemas de segurança.
Ainda conforme o advogado, esses relatos indicariam falhas que, na avaliação da família, podem ter contribuído para a morte do salva-vidas. Ele disse que todas essas informações foram repassadas à polícia para auxiliar nas investigações.
Também prestaram depoimento representantes do Wet’n Wild e o advogado do parque, Victor Valente. Em entrevista, ele afirmou que o parque está colaborando com as investigações e que a oitiva ocorreu de forma tranquila, sustentando que o empreendimento segue as regras e orientações dos órgãos competentes. O representante declarou ainda respeito à vítima e aos familiares.
Em nota, o Wet’n Wild informou que os drenos do sistema hidráulico da atração possuíam grades de proteção e que o parque segue padrões internacionais de segurança. A administração destacou que, em 28 anos de funcionamento, não havia registro de mortes no local.
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Fonte g1
Redação 20 de Janeiro de 2026
