Neto de ex-ditador

Um dos responsáveis pelo tarifaço diz não estar preocupado com as consequências

Para ele, a “liberdade” é mais importante que o “lucro para meia dúzia de empresários”

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 Um dos responsáveis pelo tarifaço diz não estar preocupado com as consequências
Paulo Figueiredo Filhos e João Batista Figueiredo Filho Foto: Internet

Um dos responsáveis pelo tarifaço diz não estar preocupado com as consequências

Aliado do deputado federal mais votado em Itupeva nas eleições de 2018, Eduardo Bolsonaro (PL), que, mesmo após o vencimento de sua licença, continua nos Estados Unidos sem prazo para voltar, Paulo Figueiredo Filho, neto do último ditador brasileiro, João Batista Figueiredo, disse em entrevista ao portal g1 que "não achamos que no longo prazo haverá desgaste, mas, se houver, essa não é uma preocupação nossa".

Paulo Figueiredo é a ligação de Eduardo Bolsonaro à Casa Branca, tendo sido sócio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de 2013 a 2016, na construção de um hotel para as Olimpíadas do Rio, em 2016. Segundo o Ministério Público, a obra tinha uma série de suspeitas de corrupção, sendo que o neto do último ditador ficou detido por 17 dias em Miami, e foi um dos responsáveis por convencer o mandatário norte-americano a impor o “tarifaço” de 50% sobre produtos de exportação brasileiros nos Estados Unidos.

Paulo diz que os ataques sofridos por ele e Eduardo, que vêm até do PL, partido do deputado, não surtirão efeitos, e aponta que o “03” é um político com maior firmeza em comparação ao pai, Jair Bolsonaro.

Para o neto do ditador, existem coisas mais importantes do que o lucro para “meia dúzia de empresários”: "Depende do que você considera os interesses nacionais. Liberdade é um interesse nacional muito superior ao lucro de meia dúzia de empresários".


Redação 28 de Julho de 2025