Violência

Após um mês de cárcere privado, vítima consegue fugir de UBER

Segundo os relatos, o homem a obrigava a andar nua em casa e a consumir bebidas alcoólicas e drogas

Após um mês de cárcere privado, vítima consegue fugir de UBER
Imagem ilustrativa Foto: Internet

Após um mês de cárcere privado, vítima consegue fugir de UBER

Na madrugada deste domingo, uma mulher de 44 anos, Marina Alejandra Valenzuela, conseguiu fugir da situação de cárcere privado que vivia há um mês. O caso aconteceu no Ivoturucaia, na cidade de Jundiaí. A vítima relatou que o então companheiro, Antônio Carlos Denize, a agredia e a obrigava a ficar, todo o tempo em que estava dentro da residência, nua.

Em depoimento, Marina disse que o cárcere privado começou uma semana após o casal começar a morar junto. Foi quando o companheiro passou a impedir que ela saísse desacompanhada; a chave da casa e do portão do imóvel ficavam com ele.

Ela só podia sair quando ele a obrigasse a ir a bares, mercearias e pontos de venda de drogas. A vítima relatou que Antônio a obrigava, muitas vezes a agredindo verbalmente, a consumir bebidas alcoólicas e drogas. O homem ficava mais violento após o consumo de bebida e de drogas.

Segundo o depoimento dela, a violência também era física, com socos na cabeça e nas costas e tapas. Ele atirava objetos nela, como pedaços de madeira, copos de vidro e cabos de faca. A vítima teria ficado dois dias sem conseguir andar devido às agressões.

Ainda de acordo com o depoimento de Marina, o companheiro teria vendido parte de seus pertences, incluindo eletrodomésticos, botijão de gás e outros objetos pessoais. Ela relatou que Antônio a intimidava dizendo ser “amigo de membros do PCC” e que mataria toda a sua família caso tentasse denunciá-lo.

A fuga, que terminou no domingo (30), começou no dia 29, quando o companheiro teria insistido para que ela fosse sozinha buscar mais bebida alcoólica e drogas. Ele teria dito a ela que estava “muito louco” para sair. Com isso, ela conseguiu acionar um carro de aplicativo e escapou do local. Ao avistar uma viatura policial, ela pediu ajuda.

O caso está sob investigação da Polícia Civil. A vítima foi orientada a exercer os seus direitos da Lei Maria da Penha, principalmente sobre as medidas protetivas.

Quer acompanhar todas as notícias em tempo real? Entre para o grupo oficial do Olhar de Itupeva no WhatsApp e receba diretamente no seu celular as matérias publicadas. Basta clicar no link para participar: Entrar no grupo.

Fonte Jornal da Região 

Redação 01 de Dezembro de 2025