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Justiça autoriza exumação do corpo de menina de 4 anos

A família teve dificuldade de acessar o prontuário médico; a polícia apura possível erro médico e homicídio culposo

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Justiça autoriza exumação do corpo de menina de 4 anos
Justiça autoriza exumação do corpo de menina de 4 anos Foto: Pop TV

Justiça autoriza exumação do corpo de menina de 4 anos

Segundo o delegado responsável por investigar as circunstâncias da morte da menina Ana Clara Vitória Santana, de 4 anos, que morreu na madrugada do dia 19 de janeiro, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Elisa, em Jundiaí, os hospitais Santa Elisa e da Unimed forneceram os laudos sobre a morte da garota.

Ele ainda destacou que a Justiça autorizou a exumação do corpo, que deve ocorrer nos próximos dias, com o objetivo de esclarecer a real causa da morte.

O caso passou a ser apurado após a família relatar dificuldades para obter o prontuário médico da criança, documento considerado fundamental para esclarecer o que ocorreu durante o atendimento hospitalar.

Ana Clara foi internada no dia 15 deste mês no Hospital da Unimed de Jundiaí para a realização de uma cirurgia de retirada das amígdalas e da adenoide, procedimento considerado de rotina. Durante a intervenção, no entanto, a criança apresentou complicações e precisou ser intubada por três vezes. Diante da gravidade do quadro clínico, ela foi transferida para a UTI infantil do Hospital Santa Elisa, onde permaneceu internada até a confirmação da morte.

No dia seguinte ao falecimento, o pai da criança, Éder Henrique de Santana, procurou o Hospital Santa Elisa para solicitar oficialmente o prontuário médico completo da filha. Segundo ele, a informação recebida foi de que o prazo para entrega do documento poderia chegar a até 40 dias.

Em novas tentativas de contato, os pais foram informados de que o prontuário ainda precisaria passar pelos setores de faturamento e de recursos de glosa do hospital antes de ser liberado. Até o momento, o documento não foi entregue, o que gerou revolta e aumentou a desconfiança da família em relação à condução do caso.

Diante da repercussão e das dúvidas levantadas, a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte. Segundo o delegado Dr. José Ricardo Arruda Marchetti, que responde interinamente pelo 7º DP de Jundiaí, a investigação apura a suspeita de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e a possibilidade de erro médico.

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Fonte: POP TV

Redação 09 de Fevereiro de 2026