Polícia procura por ex-namorado e principal suspeito de assassinar cabreuvana
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí está à procura de Alan Marques de Almeida, de 27 anos, principal suspeito de matar sua ex-namorada Rosimeire Pereira de Carvalho, de 39 anos, que foi encontrada morta na Estrada do Quito Gordo, no bairro Pinhal, em Cabreúva, com sinais de violência sexual em seu corpo e dois tiros, um na região do tórax e outro na cabeça.
Em entrevista ao Jornal da Região, o delegado Roberto Souza Camargo Júnior relatou que a Polícia Civil recebeu relatórios de que o suspeito quase foi preso após sofrer um acidente de trânsito no estado do Tocantins e, quando o mandado de prisão foi expedido, Alan desapareceu.
Dados da violência contra a mulher no estado
A Polícia Civil de Cabreúva, por meio do delegado da Polícia Civil de Cabreúva, Ruiter Martins da Silva, solicitou a ajuda da DIG para localizar o paradeiro do procurado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, Alan é mais um entre os mais de 2 mil procurados com mandados de prisão expedidos e foragidos após cometerem algum tipo de violência contra a mulher.
Dados da SSP mostram que, de janeiro a maio deste ano, 43 mulheres foram mortas no interior de São Paulo, um aumento de 10% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Como a vítima conheceu o suspeito?
Rosimeire e Alan se conheceram por meio de um aplicativo de namoro. A principal linha de investigação da Polícia é que, após a vítima terminar o relacionamento com o suspeito, Alan, não aceitando o fim, planejou a morte de Rosimeire e a executou após convencê-la a aceitar se encontrar com ele uma última vez.
Desabafo da irmã
Rozilda Carvalho, irmã da vítima, publicou em suas redes sociais uma carta aberta em que pede por justiça. “Ainda não consigo acreditar que tiraram ela de nós, de maneira tão covarde e brutal. Queremos justiça. Queremos paz para ela e dignidade para sua memória.”
Rosimeire foi velada e sepultada na tarde desta segunda-feira (21), no Cemitério Municipal de Cabreúva. Ela morava na Rua Madagascar, no Vilarejo, também em Cabreúva, e deixou pai, mãe, irmã e dois filhos.
